Tiago Souza - Tecnologia, Riscos e Segurança

DRSAC 2030: Riscos Climáticos em Instituições Financeiras

Risco climático lembra previsão de placar antes de seu respectivo jogo:

Seguindo essa analogia e transportando-a ao modelo de riscos integrados e escopo do arquivo 2030 com escala qualitativa de avaliação (essencial a ser adotado por todas as instituições conforme regulamentação), exemplificamos um tomador de recursos operando no agronegócio (numeração conforme a ilustração):

Exemplo da conexão de um risco climático dentro de um modelo integrado de riscos Exemplo da conexão de um risco climático dentro de um modelo integrado de riscos

 

A previsão de seca numa região X (1) poderá afetar a safra (2), afetando a capacidade de adimplência caso essa produção tenha sido dada como garantia ou ser a fonte de recursos (3) para o tomador de crédito honrar seu compromisso.

Dependendo da safra de outras regiões (4), se houver maior produção e suprir a quebra da safra da região X, os preços estarão estabilizados, caso contrário, seus preços serão inflacionados, com efeito no preço das commodities e risco de mercado (5).

Assim, o tomador de recursos (6) por meio de operações de crédito ou pela emissão de TVM terá seu risco avaliado conforme a região de sua área agrícola: mais alto se ele operar na região X, mais baixo se ele operar nas demais regiões, ou até um equilíbrio se operar em ambas (no arquivo 2030 é prevista a geolocalização em múltiplas regiões).

Esse risco está relacionado diretamente ao risco de crédito (7), uma vez que a lucratividade desse tomador de recursos está diretamente ligada à safra e ao preço (5) com o qual sua produção será comercializada.

As demais conexões com risco de liquidez e capital são consequências do resultado agregado da instituição.

Seguindo essa lógica da importância da visão integrada, várias iniciativas visam contribuir para o resultado da instituição:

Tal como um jogo, onde especialistas podem prever o comportamento de um jogo, mesmo assim com alto grau de imprevisibilidade, muitas instituições não possuirão especialistas, escala e capacidade de investimento para modelos preventivos considerando RSAC.

Mas num processo de melhoria contínua, o mínimo é:

Sem documentação, a probabilidade de cair no esquecimento é potencializado mais ainda em se tratando de uma escala qualitativa.

Aprendemos mais analisando o jogo encerrado, sendo um processo até para melhorar a próxima rodada de previsões.

E como a memória é curta e seletiva, o mínimo é documentar os fatos, isto é, o jogo encerrado.

 

Autor: Yoshio Hada

Publicado originalmente em B3Bee, replicado neste site com autorização do autor

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