Tiago Souza - Tecnologia, Riscos e Segurança

Descomplicando a auditoria: como auditar gestão de almoxarifados

Esta é uma série de posts de autoria do colega Walter Alexandre Reimberg Lopes chamada “Descomplicando a Auditoria”, com o objetivo de tratar alguns temas relacionados a Controles Internos e Auditoria Interna, de forma leve, bem-humorada e de fácil leitura, mas com conteúdo prático e compartilhamento de experiências, as quais o autor obteve nos quase 20 anos atuando no mercado corporativo de grandes corporações.

Vamos lá pessoal, agora é a hora de falarmos de um assunto muito importante em empresas que possuem necessidade de ter grandes almoxarifados e dessa vez vamos tentar “Descomplicar a Auditoria de Gestão de Almoxarifados” e, modéstia à parte, por experiências que vivi neste tema, acho que este é um dos melhores posts que escrevi, porém ficou um pouco longo, mas o tema merece bastante conteúdo.

E porque este tema é importante? Simples (porém complexo), porque tem muito dinheiro das organizações armazenado em seus almoxarifados fazendo este processo ser um grande ofensor de custos e cada vez mais com a necessidade dos negócios em evitar desperdícios, estoques desnecessários e redução de custos. Os almoxarifados vem cada vez mais exercendo um papel estratégico no desempenho operacional e financeiro das grandes empresas, sendo parte fundamental da cadeia logística de transformação da matéria-prima em produto final.

Nos últimos anos, a gestão de almoxarifados passou por uma revolução, se tornando muito mais enxuto com a implantação da metodologia lean manufacturing, que nada mais é que evitar perdas e desperdícios que não agreguem valor ao processo produtivo e ao produto final. E com a implantação quase que sistemática e estrutural da metodologia “Just in Time” em todas as empresa que possuem almoxarifados, isso acabou gerando forte impacto dos almoxarifados na cadeia produtiva, buscando incessantemente alocar apenas a matéria-prima na quantidade certa de determinado item no tempo justo para a entrega, ou seja, o almoxarifado passou a ser muito mais estratégico para as companhias e, por isso, todos ficam de olho neles, pois pode parar a produção, ter grandes desvios, dentre outros problemas de grande porte.

Via de regra, os gestores de almoxarifados têm a chave de um cofre com muito valor lá dentro, por isso a necessidade de se ter controles, sistemas e verificações contínuas deste processo para assegurar o compliance das operações e também para evitar sustos para a cadeia produtiva.

Bom, eu sempre tento fazer uma introdução para ilustrar a importância dos processos a serem auditados, para que vocês tenham argumentos para iniciar uma análise de riscos quando questionado porque estão auditando almoxarifados e não outro processo. Mas, nada melhor do que fazerem uma análise de riscos na sua própria empresa para ver o valor que este processo agrega à cadeia.

Mas chega desse briefing e blá blá bla, enfim, vamos ao escopo e comentários, sigo mantendo o padrão de “quebrar” o escopo sempre em 3 pilares: (i) Governança, (ii) Processos e controles e (iii) Sistemas de gestão e suporte, lá vamos nós:

Estrutura de Governança

Controles e Processos Operacionais

Sistemas de gestão e suporte

Bom, é isso, este tema é bem bacana e importante para as organizações, tenho certeza que não conseguiremos esgotar todo o escopo aqui para ajudar a construírem um programa de trabalho decente, mas espero que gostem e que ajude em algo.

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Pulicado originalmente no LinkedIn do Walter Alexandre Reimberg Lopes.

Conteúdo adaptado/modificado por Tiago Souza, com a devida autorização do autor.

Imagem do post: *tirachardz *via freepik (banco de imagens)

#almoxarifado #auditoria #estoque