Como identificar e classificar os processos

Existem inúmeras maneiras de identificar e classificar os processos de negócio. Neste artigo, abordaremos um padrão de referência bastante útil nas atividades de identificação e classificação de processos organizacionais; trata-se da arquitetura PCF (Process Classification Framework), da American Productivity and Quality Control (APQC), bastante aceita e utilizada por várias organizações em todo mundo.

Na realidade, essa arquitetura é mais um guia ou modelo de classificação de processos para facilitar o benchmarking entre organizações.

O uso da PCF é simples e prático, bastando inicialmente listar os processos de negócio de sua empresa, buscar na PCF a descrição que mais se assemelha com cada um desses processos, rebatizá-los usando os nomes mais apropriados e fazer sua classificação de acordo com a hierarquia da PCF.

A arquitetura PCF

 

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Figura 1: apresentação da arquitetura PCF

Como pode-se observar na figura acima, a arquitetura PCF possui duas camadas (ou categoria) de processos que podem ser interpretadas da seguinte maneira: na primeira camada estão as categorias de Processos Operacionais (que são comumente conhecidos como primários ou de negócios) e que são:

1.0 – Desenvolver a visão e a estratégia

2.0 – Projetar e desenvolver produtos e serviços

3.0 – Elaborar plano de venda e vender produtos e serviços

4.0 – Entregar produtos e serviços

5.0 – Gerenciar serviços ao cliente

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No segundo nível estão as categorias de Processos Gerenciais e de Serviços de Apoio, que são:

6.0 – Desenvolver e gerenciar capital humano

7.0 – Gerenciar tecnologia de informação

8.0 – Gerenciar recursos financeiros

9.0 – Adquirir, construir e gerenciar propriedades

10.0 – Gerenciar meio ambiente, saúde e segurança

11.0 – Gerenciar relacionamentos externos

12.0 – Gerenciar conhecimento, melhoria e mudança

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Todo esse esquema pode ser facilmente utilizado em conjunto com a Metodologia BPMN sem qualquer dificuldade.

Ao escolher nomes mais apropriados ou coerentes para os processos da sua empresa, procure sempre usar “verbos no infinitivo”, pois todo processo indica ou descreve uma ação a ser feita ou executada. Dessa forma, fica mais fácil identificar o propósito de cada processo.

Aliás, não é por acaso que a arquitetura de auxilio à classificação e realizações de benchmarking, tal como a PCF e a IBC, adota essa postura.

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Publicado originalmente em Planning, com adaptações de Tiago Souza.

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